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Emagrecimento

Déficit calórico para perder gordura: 6 erros que sabotam o resultado

O déficit calórico costuma sumir em detalhes: o saudável comido sem medida, o rótulo light, a refeição pulada e o ultraprocessado do dia a dia.

Equipe Light is Good · 24 de fevereiro de 2025 · 4 min de leituraMandar no WhatsApp
Mulher pensando no que cozinhar

Foto: Freepik

25%a menos de calorias ou de um nutriente é o mínimo para um produto ser light (Anvisa)
500 kcala mais por dia comidas na dieta ultraprocessada, num estudo de duas semanas (NIH, 2019)
0,7 kgde diferença em um ano entre low carb e pouca gordura, sem significância (DIETFITS, 2018)

Para perder gordura, o corpo precisa gastar mais energia do que recebe, e é isso que se chama déficit calórico. A conta parece simples, mas alguns erros comuns fazem o déficit sumir sem a pessoa perceber. Os seis abaixo são os que mais aparecem.

Como fazer déficit calórico para perder gordura

O déficit pode vir de comer um pouco menos, de se mexer um pouco mais ou das duas coisas juntas. A divisão entre carboidrato, proteína e gordura importa menos do que parece. O consenso de nutrição da Associação Americana de Diabetes, de 2019, afirma que o ponto crítico é conseguir sustentar um plano que gere déficit, seja qual for essa divisão.

Quanto de déficit e por quanto tempo depende de cada pessoa. Quem tem doença crônica ou usa remédio deve definir isso com médico ou nutricionista.

Os erros que sabotam o emagrecimento

1. Comer comida saudável sem medida

Castanha, azeite, abacate e pasta de amendoim são bons alimentos e concentram muita caloria em pouco volume. Um punhado vira dois sem esforço. O alimento continua bom; o que estraga a conta é tratar saudável como sinônimo de liberado.

2. Cortar o carboidrato todo de uma vez

Cortar carboidrato funciona para algumas pessoas, mas não é obrigatório. No estudo DIETFITS, publicado no JAMA em 2018, 609 adultos seguiram por um ano uma dieta saudável com pouca gordura ou uma com pouco carboidrato. O grupo low carb perdeu em média 6,0 kg e o outro, 5,3 kg, uma diferença sem significância estatística.

Se cortar tudo não cabe na sua vida, dá para reduzir açúcar, doce e pão branco e manter arroz, feijão e macaxeira no prato, na quantidade que o seu plano permite.

3. Pular refeição para compensar

Quem pula o almoço para guardar caloria para o jantar conhece o fim da história: chega à noite com fome demais para escolher qualquer coisa. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda comer com regularidade e atenção. Isso não quer dizer comer de 3 em 3 horas. Quer dizer ter horários parecidos e não deixar a fome decidir por você.

4. Confiar no rótulo light e diet

Pela regra de rotulagem da Anvisa, light é sinônimo de reduzido: o produto precisa ter no mínimo 25% menos calorias ou menos de algum nutriente do que o alimento de referência. Pode continuar calórico. Diet é um termo para alimentos de fins especiais, como os de ingestão controlada de açúcares, e a própria Anvisa avisa que diet não quer dizer necessariamente sem açúcar. Nos dois casos, quem decide é a tabela nutricional, não a palavra na frente da embalagem.

5. Encher a rotina de ultraprocessados

Num estudo do NIH, o instituto de saúde dos Estados Unidos, publicado em 2019 na Cell Metabolism, 20 adultos passaram duas semanas comendo à vontade uma dieta ultraprocessada e duas semanas uma dieta sem ultraprocessados, com as mesmas calorias e nutrientes oferecidos. Com os ultraprocessados, comeram cerca de 500 kcal a mais por dia e ganharam peso; na outra fase, perderam.

Foi um estudo pequeno e curto, que não explica qual característica do alimento causa o efeito. Mas aponta na mesma direção do Guia Alimentar, que recomenda evitar ultraprocessados.

6. Esquecer a proteína e a água

Uma revisão publicada em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition encontrou que refeições com mais proteína aumentam a sensação de saciedade e que dietas de restrição com mais proteína preservam melhor a massa magra em estudos curtos. Nos estudos longos, os resultados são menos consistentes, em boa parte porque as pessoas não seguem o plano.

Sobre água, os "2 litros por dia" circulam como regra fixa. A referência da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar é de 2 litros por dia para mulheres e 2,5 para homens, contando toda a água que entra no corpo, inclusive a da comida, que costuma responder por cerca de 20% do total.

Perguntas frequentes

Comer de 3 em 3 horas ajuda a emagrecer?

Não há horário obrigatório. O Guia Alimentar fala em comer com regularidade e atenção; o número de refeições que cabe no seu dia se ajusta com o nutricionista.

Carboidrato engorda?

Nenhum nutriente engorda sozinho. No DIETFITS, quem comeu pouco carboidrato e quem comeu pouca gordura perdeu peso parecido em um ano.

Produto light emagrece?

Não. Light só indica pelo menos 25% menos calorias ou menos de um nutriente em relação à versão comum.

Qual comida saudável para emagrecer?

Nenhum alimento emagrece sozinho. A base que o Guia Alimentar recomenda é comida de verdade, com pouco ultraprocessado, numa quantidade que mantenha o déficit.

Boa parte desses erros acontece por falta de tempo: o almoço pulado, o salgadinho no lugar do jantar, o pedido por aplicativo às nove da noite. Deixar refeição pronta no freezer resolve o dia em que não dá para cozinhar. A Light is Good faz refeições prontas ultracongeladas, sem trigo em todo o cardápio, e entrega em Recife, João Pessoa e Fortaleza.

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Fonte: Evert AB e colegas. Nutrition Therapy for Adults With Diabetes or Prediabetes: A Consensus Report. Diabetes Care, 2019; Gardner CD e colegas. Effect of Low-Fat vs Low-Carbohydrate Diet on 12-Month Weight Loss (DIETFITS). JAMA, 2018; Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª edição, 2014; Anvisa e Senacon. Alimentos diet e light: entenda a diferença; NIH. Estudo de Hall KD e colegas sobre dieta ultraprocessada e consumo de calorias (Cell Metabolism, 2019); Leidy HJ e colegas. The role of protein in weight loss and maintenance. American Journal of Clinical Nutrition, 2015; EFSA. Scientific Opinion on Dietary Reference Values for water, 2010.

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